De acordo com pesquisa realizada pela Agência Oribá, especializada em comunicação integrada, após dois meses de isolamento, 100% dos entrevistados já sentem falta da interação do dia a dia com seus colegas de equipe. Com a adoção do home office, muitos colaboradores percebem a importância do convívio social no ambiente de trabalho.
Para Rodrigo Cândido, sócio-diretor executivo da agência, apesar da estrutura tecnológica adequada no teletrabalho, nada substitui a troca presencial. “Isso fica mais evidente agora com a necessidade de afastamento por um bem maior. No entanto, também temos nos surpreendido como as equipes estão se comprometendo, mesmo de longe”, comenta.
Porém, apesar dos benefícios do trabalho a distância, mais da metade dos funcionários não está certa se gostaria de seguir integralmente de forma remota após a pandemia. Isso, porque ainda existem desafios como problemas na conexão com a Internet, organização de horários, dificuldade de comunicação e concentração.
Cândido ilustra algumas das práticas adotadas em sua empresa para driblar a falta do convívio e os obstáculos da produtividade: “os gestores estão atentos aos times, promovendo suporte por meio de conference calls, happy hours on-line e estímulo na troca de experiência. Tudo para evitar desgaste mental. A agência também está fazendo controle de ponto e incentivando a priorização das demandas para não estimular o trabalho fora do horário estipulado.”
Para te auxiliar a lidar com a falta da convivência profissional, é importante adotar algumas práticas. A mentora de produtividade, Marcele Policarpo, sugere posturas pertinentes para lidar com a ansiedade e distanciamento social.
Tenha uma rotina
Pode parecer algo desconexo, mas manter uma rotina em casa pode ser uma forma viável de conduzir a mente para lembranças dos hábitos realizados antes da pandemia. “Tenha horário de acordar, fazer as refeições, trabalhar, praticar exercício físico, cuidar da família e descansar. Faça um planejamento sincero e tenha claro quais são suas prioridades. Em seguida, estabeleça uma hierarquia para completar a sua lista de afazeres diários”, afirma Marcele.
Peça ajuda profissional
O fato de estar longe dos demais pode fomentar a sensação de solidão e distanciamento, por isso, a angústia e a ansiedade comprometem a sua saúde. Um levantamento feito pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) demonstrou um aumento de 90% em casos de depressão durante a quarentena. “São sentimentos capazes capaz de alterar o funcionamento do organismo, comprometer a qualidade do sono e afetar a alimentação. Qualquer situação de incômodo deve ser tratada para não virar algo maior. Busque ajuda de psicólogos e exponha as situações de desconforto. Consciência é o primeiro passo para a cura”, aconselha a especialista.
Seja gentil com você mesmo
Tenha em mente, em breve tudo passará e talvez muitas coisas não serão como antes, porém não tem problema nenhum se isso acontecer. “Tenha flexibilidade, ajuste a agenda, seja gentil com você mesmo e evite colocar em dúvida a sua capacidade de alcançar novas metas. Não ter conseguido finalizar algo não coloca em cheque a sua capacidade, nem a sua identidade. Você não é incapaz ou preguiçoso, ou menos inteligente por não ter feito alguma atividade. Isso está ligado ao seu nível de energia diário”, ressalta a gestora.
Por fim, a especialista ressalta a importância de adotar práticas como meditação e controle respiratório para lidar com o momento marcado por incertezas. “Segundo especialistas, esses hábitos ajudam a reduzir os sintomas associados à preocupação e o desgaste”, enfatiza Marcele.
Além disso, consumir conteúdos de qualidade podem fazer toda a diferença para diminuir os impactos do distanciamento. Aproveite e confira a matéria “Criatividade é instrumento para manter saúde mental.”